segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Maternidade

Maternidade...


Sou mãe há 6 meses do Felipe, um menino lindo, esperto, não fica quieto um segundo, fofo demais, sorri para todos, um amor de bebê. Costumo dizer que quando o Felipe nasceu foram, na verdade, dois partos. O dele e o meu. Ele nasceu e eu renasci. Quem é mãe sabe e entende a experiência extraordinária que é o dia em que seu filho nasce, quando olhamos  aquela expressão tão frágil e bonita, quando ouvimos aquele choro melódico, por vezes estridente, mas sempre inebriante. Quando sentimos o cheiro daquela pequena pessoa, que ganha vida através de nós, parece-nos que já havíamos sentido aquele cheiro antes, não sabemos ao certo como. 
O parto é um milagre. Sim, é clichê. Mas é isso. Se pensarmos que durante 9 meses fomos capazes de suprir aquele ser, ele cresceu, formou cada pedacinho do seu corpinho e tudo isso dentro de nós . E , naquele momento, ele começará a ganhar o mundo, verá a luz. É o milagre de gerar a vida, é o milagre da esperança que essa vida seja feliz, seja transformadora de outras vidas, seja...vida em abundância.
Como se nada houvesse existido antes daquele instante em nossas vidas, nós finalmente conhecemos o que é amor. E ele cresce. E ele é maior que nós mesmos. E ele dói, parece querer correr mais rápido que nosso sangue para alcançar algo que está agora de fora. Parece querer ampliar a morada do coração, parece transcender a propria alma , que antes tinha o status de "grande". 
Beijar, abraçar, acariciar, amamentar, alimentar, tocar, olhar, sentir, sorrir...infinitos verbos para infinitas vontades.
Ter um filho é ir para além daquilo que nossos sentidos conhece, muito além da noção básica que temos de nós mesmos, infinitamente além da percepção ordinária da realidade.
Por isso digo: sao dois partos. O do filho e do da mãe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário